quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Jack Johnson

A ideia de colocar uma foto do Jack Johnson neste blog não é nada mais nada menos que uma tentativa de "provocar" alguns amigos meus, que sei de antemão que são, tal como eu, loucos pelas transcendentes músicas deste rapaz do Havai, Honolulu, que de lá saiu aos 17 anos pra cursar cinema em California, EUA. Particularmente o Walter, Leme Nosso, Paulo Brown, Dércio Nhantumbo e o Martin Matave.
Jack "descobriu-se" como músico durante a sonorização de seu primeiro filme de surf, "Thicker Than Water". Actualmente, ele é o vocalista e guitarrista, contando com a participação de Adam Topol na percussão e bateria e, por outro lado, com o distinto Merlo Podlewski, no baixo.
O primeiro disco da banda foi "Brushfire Fairytales", lançado no primeiro més de 2001 pela Enjoy Records, um selo independente de Andy Factor J. P.
As primeiras músicas de Jack chegaram a mim através de dois amigos suiços, Nicola Carpi e Cyril Gfeller, numa digressão que fazíamos em Malawi, na gravação do filme Chemusa Star, no segundo semestre de 2005. Fiquei com o disco durante mais de um ano, sem nunca me dar tempo para escutá-lo condignamente - até que, em finais de 2006, ouví upside down, numa festa em casa do Walter "Blood". De lá até cá, confesso, nunca mais parei de "perseguir" o Jack.
As músicas de Jack Johnson inspiram-me de tal maneira que, escutando-as, dissipa-se toda a tristeza que de mim se aproxima. Aproveito, aliás, a convidá-lo a dar uma vista de olhos nas suas letras - garanto que não te vais arrepender.

Um abraço forte e, se a esse extremo chegares, boa audição!

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Sentimentos

Cá por mim, uma coisa é deveras certa: sentimentos como ansiedade, paixão, saudade, amor, carencia, entre outros, foram, são e serão sempre os mesmos - muda, porém, a nossa forma de vivenciá-los, na medida em que se expande o nosso horizonte de expectativas, transformando-se, por outro lado, o ambiente social em que estamos inseridos.
Em momentos de pesar, dor, mágoa, geralmente, somos possuídos por pensamentos negativos, deixando, ainda que inconscientemente, vibrar toda essa negatividade em nossa própria áurea espiritual e, por que não, influenciando para que a nossa fisionomia transpareça a nossa descrença na superação do mal que nos aflige. Passado algum tempo, no entanto, já superada a dor e a incompreensão e incongruencia dalguns factos da vida notamos, muitas vezes com profundo pesar, que, afinal, não havia motivos suficientes para nos afogarmos naquele copo de água.
Imaginemos uma situação em que pretendemos fazer uma retrospectiva da nossa vida, começando pelos tempos mais antigos, através duma persistente recorrencia ao sub-consciente, rebuscando todas aquelas imagens, vozes e dados da infancia, para posteriormente percorrermos a adolescencia até a juventude ou, quiçá, a fase adulta. Aquele menino que precisava de ser acompanhado a escola, que tinha medo da própria sombra, tímido e repleto de incertezas... aquele menino não se parece mais connosco! Mas, ora me corrijam se estiver errado, a timidez do século XX continua a ter a mesma essencia (não digo razões) que a do século XV. O amor, desde que foi amor, é amor. Nós é que, segundo as influencias do ambiente que nos rodea, tendo em conta as experiencias vividas e transmitidas, nos vamos moldando, uns aceitando, outros negando, que esse(s) sentimento(s) se expresse com naturalidade, como se fosse a primeira vez.
Por vezes sento e tento encarar a realidade da minha própria vida e, com certa ingenuidade, me surpreendo com a quantidade de realizações que a mim chegaram nestes últimos tempos - e me lembro, com sorriso, do quanto eu duvidava delas! Mas, novamente, as realizações não são novas, sempre existiram, sempre houve uma forma de chegar até elas... ampliou-se, no entanto, o meu horizonte de expectativas, a minha crença no realização do que anteriormente julgava impossível.
Quantas vezes me pergunto se estou realmente acordado ou sonhando, mesmo caminhando. Quantas outras, dormindo, me questiono, ainda que movido pelas forças do sub-consciente, isto é, imerso no universo oculto, se estarei realmente sonhando (dormindo) ou simplesmente acordado e imaginando que sonho. Na realidade, a experiencia de vivenciar um sonho não se difere tanto do estar desperto. Quando olho para o passado, lembrando-me de momentos alegres que viví, não os vejo como sendo tão diferentes dos momentos que ilusoriamente viví em sonhos.
A palavra "saudade", dizia Gabriel O Pensador, só existe em portugues mas (em todos os idiomas) há sempre uma expressão para evocar a ausencia. Assumo a possibilidade do cantor não citar o pensamento com essas exactas palavras, mas a essencia é basicamente a mesma.

Apeteceu-me dizer, disse. Sentí necessidade, expressei os meus sentimentos.

Um abraço forte ao Paulo Brown (surfando em Xai-Xai, meu kamba?), ao Leme Nosso (ainda curtindo a de Mueda, meu chapa?), ao Martin Matave (na Multi-Businesse ainda vai rolar muita grana, meu mano) e ao Walter Blood (os tais gajos... tu sabes, bro, o sucesso vem ai!) e a todos os Habitantes do Oculto.

Gibran Kahlil Gibran

Amigo

E um adolescente disse: "Fala-nos da Amizade."
E ele respondeu, dizendo:
"Vosso amigo, é a satisfação de vossas necessidades. Ele é o campo que semeias com carinho e ceifais com agradecimento. É vossa mesa e vossa lareira. Pois ides a ele com vossa fome e o procurais em busca da paz. Quando vosso amigo manifesta seu pensamento,não temeis o "não" de vossa própria opinião, nem prendeis o sim.E quando ele se cala, vosso coração continua a ouvir o seu coração. Porque na amizade, todos os desejos, ideais, esperanças,nascem e são partilhados sem palavras, numa alegria silenciosa. Quando vos separeis de vosso amigo, não vos aflijais. Pois o que vós ameis nele pode tornar-se mais claro na sua ausência,como para o alpinista a montanha aparece mais clara, vista da planície. E que não haja outra finalidade na amizade a não ser o amadurecimento do espírito. Pois o amor que procura outra coisa a não ser a revelação de seu próprio mistério não é o amor, mas uma rede armada, e somente o inaproveitável é nela apanhado. E que o melhor de vós próprio seja para o vosso amigo. Se ele deve conhecer o fluxo de vossa maré,que conheça também o seu fluxo. Pois, que achais seja vosso amigo para que o procureis somente fim de matar o tempo? Procurai-o sempre com horas para viver. Pois o papel do amigo é o de encher vossa necessidade, e não vosso vazio. E na doçura da amizade, que haja risos e o partilhar dos prazeres. Pois no orvalho de pequenas coisas, o coração encontra sua manhã e se sente refrescado.

Khalil Gibran
Do Livro "O Profeta"

A Lei da Atracção

Ouvi falar da Lei da Atracção, pela primeira vez, há cerca de 2 meses atrás, através do pai de um amigo, o ADam Ennes, que se dizia um homem realizado e super feliz com todos os acontecimentos da sua vida, a começar pela sua linda família, um óptimo emprego, dinheiro, etc. Para ser franco, embora me parecesse estranha e dalguma forma inacreditável, a lei da atracção me cativou pelo simples facto de estar intimamente relacionada com muitos aspectos da minha própria vivencia.
Sempre acreditei, por exemplo, que neste mundo alguém tem a chave da nossa alma. Essa pessoa pode até viver bem perto de nós, ali, logo ao lado, ou pode simplesmente habitar nos confins das Caraíbas. A verdade, porém, é que, caso esteja predestinado, dalguma maneira esse "mensageiro" da nossa salvação interior chega até nós (um encontro imprevisto no autocarro, um email, um telefonema, etc).
Por outro lado, há já alguns anos que tenho uma pedra, a qual me acompanha em todas as minhas viagens - presente do meu distinto amigo Quincas (Meu Eterno Mestre); é nela que descarrego todos os meus amores e desamores. Relaciono a Lei com muitos dos ensinamentos contidos nos livros de Dale Carnegie, alguns extractos de Dalai Lama, Mahtama Gandhi, Jíri Toman, Martin L. King Jr. que ao longo dos anos e vejo que, na realidade, se ela fosse falsa não teria chegado até aos meus dias. Estou crendo nela e depositando todas as minhas esperanças no bem-estar que ela me pode proporcionar. Pra começar, já não tenho medo de sonhar, ou seja, não me limito a aspirar pelas "coisas" que o meu salário pode comprar/pagar. Estou de braços abertos, expondo os meus sonhos, desejos e ambições, acreditando que o Universo irá me responder, positivamente.
Inspiro-me na célebre frase de Mahatma: "uma mentira não se torna verdade por meio de ampla divulgação, assim como a verdade não se transforma em mentira porque ninguém a enxerga."
Boa sorte pra todos os peregrinos... afinal a vida é feita dos extractos e colecções destes pequenos (no fundo do tamanho do universo) detalhes. Aliás, muitos perdem por terem medo de perder, citando Paulo Coelho.