segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Um Presente Do Chama Negra.


E esta agora?

No sábado, 17-11-2007, resolví ir dar mais uma volta ao Jardim da Vida e colhí lá umas belas flores. Naturalmente, foi um dia com as suas altas e baixas. Passei a maior parte do dia com o Dino na Matola. Muito draft.

Ao final da tarde, após ter desistido duma viagem a Nelspruit, voltei a casa. Na verdade, voltei apenas a zona. E a malta de sempre lá estava, particulramente o Lylas e o Matave. Novamente, muito draft.

O dia de ontem foi largamente dedicado a tentativas frustradas de recuperação da sobriedade. O Idelyo e o Chama Negra apareceram pra um dedo de conversa. O meu estado não era grande coisa, sobretudo depois do embate frontal entre a minha testa e um dos pilares lá de casa. Aquilo foi a doer. Houve sangue, galo e tudo. Mas olha que isso foi no regresso à casa, no sábado. Ontem foi apenas um processo de continuidade as dores que se alastravam por quase todo o corpo (desde as jantas, que estavam todas lixadas; até ao chassis, que vibrava de dor).

Ao final da tarde conseguí, ainda que com grande esforço, ir a casa do Matave pra darmos continuidade ao High Computer Assistance Project, que está numa fase embrionária bastante intressante. Depois foi café e trabalho até depois da meia noite.

Hoje, por conseguinte, deparei-me com este papo muito fixe que o Chama me enviou. É daquelas coisas cuja dimensão me transcende. Preciso partilhar isto, pelo amor de Deus!

Muito obrigado, estimado amigo, que o Senhor dos Exércitos te proteja e guarde. Khanimambo pela sinceridade que nos une as almas.

“Pode ser-se bom e justo sem ambições de qualquer ordem, na vida ou na morte. Pode seguir-se uma linha de coerência ideológica sem nada esperar da sociedade; e uma linha de coerência moral sem nada esperar da religião. Pode ter-se uma consciência firme como rocha, num corpo destroçado por todas as misérias físicas. Pode viver-se longe do povo, num divórcio forçado, e prestar-lhe os mais interessados serviços, em intenções e em obras, em estímulos e em sacrifícios, em ideias e em actos, muito embora sabendo que tais serviços, em natureza deles próprios, jamais serão conhecidos nem porventura suspeitados. Pode ser-se fiel a uma aspiração de verdade, apesar de só a mentira e o cinismo cercarem a jangada em que vogamos à mercê dos terrores e das paixões. Pode morrer-se com sereno heroísmo, fora da convenção dos combates e recusar esse mesmo heroísmo — fingindo que se acredita na mentira piedosa dos que nos rodeiam, para os poupar, tão só, ao desgaste afectivo da atmosfera do drama. Pode morrer, pensando ainda e sempre nos outros, e só nos outros, como se fossemos a consciência que paira sobre os oceanos –prestes embora a extinguir-se como um farrapo de nuvem. Pode associar-se a mentalidade cientifica ao lirismo sonhador dos poetas. Pode amar-se aos outros como jamais alguém nos amou. Pode lutar-se por um futuro que não será nosso — nosso de nós mesmo ou da carne dos nossos filhos. Pode viver-se e morrer-se em santidade laica sem que haja, sequer, a autoconsciência disso, e sem que um intelectualismo treinado nas consolações do abstracto nos dê rumores desse alvo. Pode ter-se o bravo senso comum de Sancho Pança num corpo e alma de Quixote. Pode albergar-se o pudor duma independência quase altiva, que não deixa aceitar sequer a doença própria como um encargo familiar ou alheio – e estender a cada passo a mão da solidariedade ao nosso próximo. Pode viver-se como um justo no seio da injustiça como um abnegado no seio do egoísmo, como um estóico no seio da futilidade e da sordidez, como um cidadão de amanhã no seio da noite medieval. Pode morrer-se pedindo desculpa das próprias canseiras dum enterro e dos esquálidos palmos de terra que vamos ocupar no chão sem fim...”


Mário Sacramento in “Obras de Mário Sacramento 1, Diário, Junho, 13 pp. 41, 42”

terça-feira, 13 de novembro de 2007

The Law Of Attraction




Esta é Pra ti, Chama Negra aka Paulo Nhantumbo, pela constante presença e amparo na vida espiritual:


Before anything that you want to happen can happen, you have to have a desire that it will happen. You have to believe that it can happen. And you must expect it to happen.

Believe... it will pop up into your life!

Esta é pra ti, meu caro Martin Matave, lá do fundo...
I Believe . .
Have a seat . . . Relax . . . And read this slowly.
I believe -. That just because two people argue, it doesn't mean they don'tlove each other. And just because they don't argue, it doesn't mean they do.
I believe - . That we don't have to change friends if we understand that friendschange.
I believe - . That no matter how good a friend is, they're going to hurt youevery once in a while and you must forgive them for that.I believe - . That true friendship continues to grow, even over the longestdistance. Same goes for true love.
I believe - . That you can do something in an instant that will give youheartache for life.I believe - . That it's taking me a long time to become the person I want to be.
I believe - . That you should always leave loved ones with loving words. It maybe the last time you see them.
I believe - . ! That you can keep going long after you think you can't.
I believe - . That we are responsible for what we do, no matter how we feel.
I believe - . That either you control your attitude or it controls you.
I believe - .. That heroes are the people who do what has to be done when itneeds to be done, regardless of the consequences.
I believe - . That money is a lousy way of keeping score.
I believe - . That my best friend and I can do anything or nothing and have thebest time.I believe - . That sometimes the people you expect to kick you when you're down,will be the ones to help you get back up.
I believe - . That sometimes when I'm angry I have the right to be angry, butthat doesn't give me the right to be cruel.
I believe - . That maturity has more to do with what types of experiences you'vehad and what you've learned from them and less to do with how many birthdaysyou've celebrated.
I believe - . That it ! isn't always enough to be forgiven by others. Sometimesyou have to le arn to forgive yourself.
I believe - . That no matter how bad your heart is broken the world doesn't stopfor your grief.
I believe - . That our background and circumstances may have influenced who weare, but we are responsible for who we become.
I believe - . That you shouldn't be so eager to find out a secret. It couldchange your life. Forever.
I believe - . Two people can look at the exact same thing and see somethingtotally different.
I believe - . That your life can be changed in a matter of hours by people whodon't even know you.
I believe - . That even when you think you have no more to give, when a friendcries out to you - you will find the strength to help.
I believe - . That credentials on the wall do not make you a decent human being.
I believe - . That the people you care about most in life are taken from you toosoon.I believe - That you should send this to all of the people that you believe in!.I just didWhat lies behind us and what lies before us are tiny matters compared to whatlies within us...~
Be Blessed~

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Ainda Na Ressaca Da Visita Do Morreira.

A foto à direita ilustra um momento marcante, no espaço artístico-cultural do CREISPU. Um workshop cheio de vida, conhecimento e emoção. Simplesmente marcante.
Da esquerda para a direita, Dércio Nhantumbo, Moreira Chonguiça e Iva, namorada do primeiro. Coube-me o papel de gravar esta imagem fixa num mundo em constante movimento.

Espero, sinceramente, que a vida conserve esses sorrisos, determinação e firmeza- e que, ao longo da Lenda Pessoal de cada um de vocés, nem os momentos mais trágicos vos tirem a vontade viver e ajudar a viver.

O texto abaixo, retirado de Maktub, indescritível obra do célebre autor brasileiro Paulo Coelho, é uma dedicatória a vocés, habitantes do Universo Oculto, amantes do Muitas-Vezes-Incompreensível, crentes da Lei da Atração, e espero que vos ajude a mitigar a dor ao longo do percurso rumo aos vossos sonhos.

Um velho eremita foi certa vez convidado para ir até à corte do rei mais poderoso daquela época.
- Eu invejo um homem santo que se contenta com tão pouco - disse o rei.
- Eu invejo Vossa Majestade, que se contenta com menos do que eu - respondeu o eremita.
- Como é que vocé pode dizer isso, se todo este país me pertence? - disse o rei, ofendido.
- Justamente - disse o velho eremita. - Eu tenho a música das esferas celestes, tenho os rios e as montanhas do mundo inteiro, tenho a Lua e o Sol, porque tenho Deus na minha alma. Vossa Majestade, porém, tem apenas este reino.


Muita paz, saúde, amor, alegria e felicidades. Stick around.



terça-feira, 6 de novembro de 2007

Crescendo à Sombra de Paulo Coelho, Meu Mestre.

Estou relendo Maktub, emblemática (talvez até mística) obra de Paulo Coelho.
Engraçado... todas as vezes que releio este livro volta-me uma velha sensação, repleta de antagonismos e ironia, que me faz sentir simultaneamente pequeno-e-grande. Pequeno porque confirmo que, efectivamente, jamais chegarei aos calcanhares deste Guerreiro da Luz (não que a minha busca espiritual se resuma nessa procura insatisfeita, mas não ignoro que todas as manhãs quando acordo procuro superar o que fui até ao dia anterior) e, por mais que leia e investigue, há coisas na vida que "nunca" perceberei.

Ao ler Maktub, dizia, também me sinto Grande, na medida em que sinto que permanece em mim uma indiscutível vontade de aprender e crescer, aceitando o erro e a derrota não como fins em si e/ou por si, mas como princípios no processo de aquisição do conhecimento.

Voltarei a comentar acerca da paz espiritual que os textos de Paulo Coelho me trazem, mas por agora tenho que sair.

Espero que o texto abaixo, retirado de Maktub, possa preencher as entrelinhas que me escaparam.

Quem o diz é o próprio Paulo Coelho...

Saímos pelo mundo em busca dos nossos sonhos e ideias. Muitas vezes colocamos nos lugares inacessíveis o que está ao alcance das mãos. Quando descobrimos um erro, sentimos que perdemos tempo, buscando longe o que estava perto. Culpamo-nos pelos passos errados, pela procura inútil, pelo desgosto que causamos.

Diz o mestre:Embora o tesouro esteja enterrado em sua casa, você só irá descobrí-lo quando se afastar. Se Pedro não tivesse experimentado a dor da negação, não teria sido escolhido como chefe da Igreja. Se o filho pródigo não tivesse abandonado tudo, não seria recebido em festa pelo seu pai. Existem certas coisas nas nossas vidas que têm um selo que diz: «Você só irá entender o meu valor quando me perder – e me recuperar.» Não adianta querer encurtar este caminho.

Isto é simplesmente fenomenal...

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Um workshop com o Moreira Chonguiça

Quarta-feira, 31 de Outubro de 2007


Após a rotina do trabalho, moral em cima, descendo À Politécnica, onde me esperam o Dércio Nhantumbo e a Iva, sua namorada, para uma tarde repleta de emoções, experiencias e música. O workshop será, basicamente, dirigido por Moreira Chonguiça, célebre saxofonista moçambicano radicado na última "terra firme" do sul do continente africano (Cape Town).



O homem reflecte, de facto, a grandeza da sua obra, ou seja, não é daqueles artistas que a gente olha e começa logo a pensar na possibilidade de não ser o verdadeiro autor das músicas que canta, ou dos quadros que assina. Acima de tudo, é um indivíduo do seu tempo, que está a par dos acontecimentos à sua volta, que sonha.


Após a sessão de perguntas-e-respostas houve, naturalmente, um prolongado momento de música. Aquilo começou logo a aquecer: Jam Session. Havia ali uma malta muito porreira, pronta pra saltar ao palco e avivar as nossas emoções. E houve festa. O Bino, como sempre, teve uma presença formidável em palco. É engraçado que, todas as vezes que o vejo tocar, fico com aquela sensação de pequeneza perante a grandeza do homem.


O Sufixo, esse caso ímpar na história moderna da música produzida em Moçambique, também nos brindou com o ritmo das suas batidas. Começou pela bateria, sua casa, e logo em seguida foi pulando de vento em pompa, mexendo no teclado, cantando, enfim, foi uma cena marcante.


Gostei de ouvir o Moreira a falar da Lei da Atracção, da Energia que governa o Universo. Ele também é de opinião que pensamentos transformam-se em coisas.


Foi uma tarde memorável. Aprendí muito...


Força ai, oh Moreira, que Deus te proteja e guarde!


quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Jack Johnson

A ideia de colocar uma foto do Jack Johnson neste blog não é nada mais nada menos que uma tentativa de "provocar" alguns amigos meus, que sei de antemão que são, tal como eu, loucos pelas transcendentes músicas deste rapaz do Havai, Honolulu, que de lá saiu aos 17 anos pra cursar cinema em California, EUA. Particularmente o Walter, Leme Nosso, Paulo Brown, Dércio Nhantumbo e o Martin Matave.
Jack "descobriu-se" como músico durante a sonorização de seu primeiro filme de surf, "Thicker Than Water". Actualmente, ele é o vocalista e guitarrista, contando com a participação de Adam Topol na percussão e bateria e, por outro lado, com o distinto Merlo Podlewski, no baixo.
O primeiro disco da banda foi "Brushfire Fairytales", lançado no primeiro més de 2001 pela Enjoy Records, um selo independente de Andy Factor J. P.
As primeiras músicas de Jack chegaram a mim através de dois amigos suiços, Nicola Carpi e Cyril Gfeller, numa digressão que fazíamos em Malawi, na gravação do filme Chemusa Star, no segundo semestre de 2005. Fiquei com o disco durante mais de um ano, sem nunca me dar tempo para escutá-lo condignamente - até que, em finais de 2006, ouví upside down, numa festa em casa do Walter "Blood". De lá até cá, confesso, nunca mais parei de "perseguir" o Jack.
As músicas de Jack Johnson inspiram-me de tal maneira que, escutando-as, dissipa-se toda a tristeza que de mim se aproxima. Aproveito, aliás, a convidá-lo a dar uma vista de olhos nas suas letras - garanto que não te vais arrepender.

Um abraço forte e, se a esse extremo chegares, boa audição!

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Sentimentos

Cá por mim, uma coisa é deveras certa: sentimentos como ansiedade, paixão, saudade, amor, carencia, entre outros, foram, são e serão sempre os mesmos - muda, porém, a nossa forma de vivenciá-los, na medida em que se expande o nosso horizonte de expectativas, transformando-se, por outro lado, o ambiente social em que estamos inseridos.
Em momentos de pesar, dor, mágoa, geralmente, somos possuídos por pensamentos negativos, deixando, ainda que inconscientemente, vibrar toda essa negatividade em nossa própria áurea espiritual e, por que não, influenciando para que a nossa fisionomia transpareça a nossa descrença na superação do mal que nos aflige. Passado algum tempo, no entanto, já superada a dor e a incompreensão e incongruencia dalguns factos da vida notamos, muitas vezes com profundo pesar, que, afinal, não havia motivos suficientes para nos afogarmos naquele copo de água.
Imaginemos uma situação em que pretendemos fazer uma retrospectiva da nossa vida, começando pelos tempos mais antigos, através duma persistente recorrencia ao sub-consciente, rebuscando todas aquelas imagens, vozes e dados da infancia, para posteriormente percorrermos a adolescencia até a juventude ou, quiçá, a fase adulta. Aquele menino que precisava de ser acompanhado a escola, que tinha medo da própria sombra, tímido e repleto de incertezas... aquele menino não se parece mais connosco! Mas, ora me corrijam se estiver errado, a timidez do século XX continua a ter a mesma essencia (não digo razões) que a do século XV. O amor, desde que foi amor, é amor. Nós é que, segundo as influencias do ambiente que nos rodea, tendo em conta as experiencias vividas e transmitidas, nos vamos moldando, uns aceitando, outros negando, que esse(s) sentimento(s) se expresse com naturalidade, como se fosse a primeira vez.
Por vezes sento e tento encarar a realidade da minha própria vida e, com certa ingenuidade, me surpreendo com a quantidade de realizações que a mim chegaram nestes últimos tempos - e me lembro, com sorriso, do quanto eu duvidava delas! Mas, novamente, as realizações não são novas, sempre existiram, sempre houve uma forma de chegar até elas... ampliou-se, no entanto, o meu horizonte de expectativas, a minha crença no realização do que anteriormente julgava impossível.
Quantas vezes me pergunto se estou realmente acordado ou sonhando, mesmo caminhando. Quantas outras, dormindo, me questiono, ainda que movido pelas forças do sub-consciente, isto é, imerso no universo oculto, se estarei realmente sonhando (dormindo) ou simplesmente acordado e imaginando que sonho. Na realidade, a experiencia de vivenciar um sonho não se difere tanto do estar desperto. Quando olho para o passado, lembrando-me de momentos alegres que viví, não os vejo como sendo tão diferentes dos momentos que ilusoriamente viví em sonhos.
A palavra "saudade", dizia Gabriel O Pensador, só existe em portugues mas (em todos os idiomas) há sempre uma expressão para evocar a ausencia. Assumo a possibilidade do cantor não citar o pensamento com essas exactas palavras, mas a essencia é basicamente a mesma.

Apeteceu-me dizer, disse. Sentí necessidade, expressei os meus sentimentos.

Um abraço forte ao Paulo Brown (surfando em Xai-Xai, meu kamba?), ao Leme Nosso (ainda curtindo a de Mueda, meu chapa?), ao Martin Matave (na Multi-Businesse ainda vai rolar muita grana, meu mano) e ao Walter Blood (os tais gajos... tu sabes, bro, o sucesso vem ai!) e a todos os Habitantes do Oculto.

Gibran Kahlil Gibran

Amigo

E um adolescente disse: "Fala-nos da Amizade."
E ele respondeu, dizendo:
"Vosso amigo, é a satisfação de vossas necessidades. Ele é o campo que semeias com carinho e ceifais com agradecimento. É vossa mesa e vossa lareira. Pois ides a ele com vossa fome e o procurais em busca da paz. Quando vosso amigo manifesta seu pensamento,não temeis o "não" de vossa própria opinião, nem prendeis o sim.E quando ele se cala, vosso coração continua a ouvir o seu coração. Porque na amizade, todos os desejos, ideais, esperanças,nascem e são partilhados sem palavras, numa alegria silenciosa. Quando vos separeis de vosso amigo, não vos aflijais. Pois o que vós ameis nele pode tornar-se mais claro na sua ausência,como para o alpinista a montanha aparece mais clara, vista da planície. E que não haja outra finalidade na amizade a não ser o amadurecimento do espírito. Pois o amor que procura outra coisa a não ser a revelação de seu próprio mistério não é o amor, mas uma rede armada, e somente o inaproveitável é nela apanhado. E que o melhor de vós próprio seja para o vosso amigo. Se ele deve conhecer o fluxo de vossa maré,que conheça também o seu fluxo. Pois, que achais seja vosso amigo para que o procureis somente fim de matar o tempo? Procurai-o sempre com horas para viver. Pois o papel do amigo é o de encher vossa necessidade, e não vosso vazio. E na doçura da amizade, que haja risos e o partilhar dos prazeres. Pois no orvalho de pequenas coisas, o coração encontra sua manhã e se sente refrescado.

Khalil Gibran
Do Livro "O Profeta"

A Lei da Atracção

Ouvi falar da Lei da Atracção, pela primeira vez, há cerca de 2 meses atrás, através do pai de um amigo, o ADam Ennes, que se dizia um homem realizado e super feliz com todos os acontecimentos da sua vida, a começar pela sua linda família, um óptimo emprego, dinheiro, etc. Para ser franco, embora me parecesse estranha e dalguma forma inacreditável, a lei da atracção me cativou pelo simples facto de estar intimamente relacionada com muitos aspectos da minha própria vivencia.
Sempre acreditei, por exemplo, que neste mundo alguém tem a chave da nossa alma. Essa pessoa pode até viver bem perto de nós, ali, logo ao lado, ou pode simplesmente habitar nos confins das Caraíbas. A verdade, porém, é que, caso esteja predestinado, dalguma maneira esse "mensageiro" da nossa salvação interior chega até nós (um encontro imprevisto no autocarro, um email, um telefonema, etc).
Por outro lado, há já alguns anos que tenho uma pedra, a qual me acompanha em todas as minhas viagens - presente do meu distinto amigo Quincas (Meu Eterno Mestre); é nela que descarrego todos os meus amores e desamores. Relaciono a Lei com muitos dos ensinamentos contidos nos livros de Dale Carnegie, alguns extractos de Dalai Lama, Mahtama Gandhi, Jíri Toman, Martin L. King Jr. que ao longo dos anos e vejo que, na realidade, se ela fosse falsa não teria chegado até aos meus dias. Estou crendo nela e depositando todas as minhas esperanças no bem-estar que ela me pode proporcionar. Pra começar, já não tenho medo de sonhar, ou seja, não me limito a aspirar pelas "coisas" que o meu salário pode comprar/pagar. Estou de braços abertos, expondo os meus sonhos, desejos e ambições, acreditando que o Universo irá me responder, positivamente.
Inspiro-me na célebre frase de Mahatma: "uma mentira não se torna verdade por meio de ampla divulgação, assim como a verdade não se transforma em mentira porque ninguém a enxerga."
Boa sorte pra todos os peregrinos... afinal a vida é feita dos extractos e colecções destes pequenos (no fundo do tamanho do universo) detalhes. Aliás, muitos perdem por terem medo de perder, citando Paulo Coelho.