terça-feira, 6 de novembro de 2007

Crescendo à Sombra de Paulo Coelho, Meu Mestre.

Estou relendo Maktub, emblemática (talvez até mística) obra de Paulo Coelho.
Engraçado... todas as vezes que releio este livro volta-me uma velha sensação, repleta de antagonismos e ironia, que me faz sentir simultaneamente pequeno-e-grande. Pequeno porque confirmo que, efectivamente, jamais chegarei aos calcanhares deste Guerreiro da Luz (não que a minha busca espiritual se resuma nessa procura insatisfeita, mas não ignoro que todas as manhãs quando acordo procuro superar o que fui até ao dia anterior) e, por mais que leia e investigue, há coisas na vida que "nunca" perceberei.

Ao ler Maktub, dizia, também me sinto Grande, na medida em que sinto que permanece em mim uma indiscutível vontade de aprender e crescer, aceitando o erro e a derrota não como fins em si e/ou por si, mas como princípios no processo de aquisição do conhecimento.

Voltarei a comentar acerca da paz espiritual que os textos de Paulo Coelho me trazem, mas por agora tenho que sair.

Espero que o texto abaixo, retirado de Maktub, possa preencher as entrelinhas que me escaparam.

Quem o diz é o próprio Paulo Coelho...

Saímos pelo mundo em busca dos nossos sonhos e ideias. Muitas vezes colocamos nos lugares inacessíveis o que está ao alcance das mãos. Quando descobrimos um erro, sentimos que perdemos tempo, buscando longe o que estava perto. Culpamo-nos pelos passos errados, pela procura inútil, pelo desgosto que causamos.

Diz o mestre:Embora o tesouro esteja enterrado em sua casa, você só irá descobrí-lo quando se afastar. Se Pedro não tivesse experimentado a dor da negação, não teria sido escolhido como chefe da Igreja. Se o filho pródigo não tivesse abandonado tudo, não seria recebido em festa pelo seu pai. Existem certas coisas nas nossas vidas que têm um selo que diz: «Você só irá entender o meu valor quando me perder – e me recuperar.» Não adianta querer encurtar este caminho.

Isto é simplesmente fenomenal...

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