Estou relendo COMO APRENDER A ESTUDAR de Teles Huo e Elísio Macamo. Obra fascinante e de grande contribuição no ambito académico.
Estou particularmente feliz com a versatilidade e independencia dos capítulos, temas e conteúdos. É aconselhável, sem sombra de dúvidas, ler a obra na íntegra, mas admite-me uma leitura aleatória, no sentido de ler um assunto tratado na página 52, por exemplo, que é a ESCUTA E TOMADA DE NOTAS, para posteriormente ler MODÉSTIA E HUMILDADE, na página 26.
Tendo o livro aqui comigo, por que não transcrever algumas citações? Espero não estar cometendo nenhum crime.
Dizem-nos os intelectuais E.M.e T.H. que «o princípio básico do ensino superior é de que o discente é suficientemente sensato para aprender ao seu próprio ritmo. Se é verdade que o currículo estabelece o conteúdo e as etapas do que é ensinado, não é menos verdade que as preferencias que os estudantes trazem consigo, ou que desenvolvem durante os cursos, são determinantes para o ritmo que eles incutem aos estudos. Uns interessam-se por questões teóricas enquanto que outros dão preferencia ao empírico. Uns interessam-se por assuntos estritamente sociais enquanto outros se interessam por temáticas económicas. Uns são pela dimensão histórica, outros pela política. Face a estas preferencias diversificadas a universidade não pode de forma alguma estabelecer um currículo capaz de servir satisfatoriamente os interesses que este último traz à superfície.
Posto isto, coloca-se ao estudante o problema de saber como corresponder aos seus interesses particulares sem, contudo, descurar os parametros impostos pela universidade. Como seleccionar os conteúdos e estabelecer um equilíbrio entre interesses pessoais e currículo? Estas preocupações são legítimas e precisam de uma resposta à medida. Em nossa opinião saber ouvir e tomar notas pode constituir uma resposta adequada ao problema. Saber ouvir e tomar notas são duas faces da mesma moeda.»
Façamos algum comentário, ainda que superficial. Em conversas com amigos e colegas tenho abordado um assunto que se aproxima muito ao tema acima transcrito. Estou cursando tecnologias e Sistemas de Informação na USTM e um dos problemas com que vários estudantes se deparam é justamente a insatisfação perante o currículo. É preciso admitir que existe, efectivamente, aquilo que corresponde ao interesse particular ou pessoal do estudante, aquilo que ele aspira e/ou ambiciona, por um lado, e aquilo que a Universidade dispõe e oferece, o seu currículo, por outro. Torna-se necessário, por conseguinte, procurar um equilíbrio entre a oferta e a disponibilidade. Um bom estudante deve ser capaz de se interessar não apenas com a matéria que lhe agrada e parece de fácil compreensão, mas sobretudo com aquela que lhe parece chata, difícil e pertinente.
Estou adorando reler este livro... é provável que ele me acompanhe durante grande parte do meu trajecto rumo à sabedoria, ou contemplação, na expressão do filósofo e pensador grego Platão.
Estão de parabens, embora não precisem do meu complemento, estes dois intelectuais!
quinta-feira, 30 de agosto de 2007
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2 comentários:
Grande obra mestres, espero mais. Sucessos...
Essa é realmente uma obra didáctica. Como caloiro, está obra me ajudou bastante a integrar-me neste "novo mundo". Aconselho aos demais iniciantes do ensino superior a explica-lá...
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