Lenny Kravitz é, sem sombra de dúvidas, um grande artista: ídolo por execelencia. Impressiono-me não somente com as suas líricas - romanticas, na sua maioria - como também me questiono inúmeras vezes: Como é que um gajo tão desenfreado e louco dos cornos é capaz de escrever coisas tão bonitas e vestir daquele jeito? E aqueles brincos? O cabelo?
Isso só acontece porque bebí muito do preconceito que mina as actuais sociedades. A gente ve o cabelo, mas não imagina a pureza e grandeza do coração. O clássico erro de usar simples dados - factos observados - e precipitar-se a concluir.
Tenho estado a ouvir o seu Greatest Hits, que engloba temas dos seus mais antigos trabalhos discográficos. Can´t get you off my mind, Again, American Woman, Fly Away, entre outros, fazem deste album uma autentica maravilha. Muita pena não ter com quem discutir as temáticas que ele questiona e aborda. Quantas vezes Fly Away me recorda um bom Grunge dos míticos Nirvanna?
Revistas várias fazem alusão ao facto de ele ter adoptado duas crianças. Tendo em conta o perfil do Mestre Kravitz, lembro-me do Cachimbo da Paz de Gabriel Pensador. Proibiram o Cachimbo, que no fundo não stressava a ninguém, e legalizaram uma droga bem pior, a cerveja, que inclusive foi a causa principal dum grave atropelamento que resultou na morte dum padre e um casal. É o mesmo, num outro angulo de visão, que acontece com o autor de Stillness of Heart: é um tipo extrovertido pro burro, mas simultaneamente sentimental e(provavelmente) amável.
Tente ouví-lo, creio que se vai espantar com o que sai do coração deste toxicodependente.
quinta-feira, 30 de agosto de 2007
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