quinta-feira, 2 de agosto de 2007

A meta de passagem deve ser de 100%...

Quando lí o título da entrevista fiquei com a impressão de que mais uma vez era testemunha duma liberdade de expressão (e de imprensa, provavelmente) mal veiculada, ou seja, usada em prol da audácia do jornalista mas em contradição com os verdadeiros ditos do entrevistado. No entanto, uma leitura integral permitiu-me digerir na íntegra o que daquela conversa se registou e publicou no jornal Notícias.
Talvez até fosse uma ambição louvável, a do nosso ministro: uma meta de passagem na ordem dos 100% representaria um uso totalmente racional e sustentável de todo um leque de oportunidades que a Educação dispõe e oferece. Todavia, sejamos francos, o nosso nível de ensino, tendo em conta as condições e limitações sociais, materiais e humanas à que os professores e alunos estão sujeitos, é uma auténtica utopia.
Por outro lado, devemos considerar a coisa do ponto de vista de avaliação do próprio curriculum. O ideal seria que a actualização do que se ensina na escola fosse de tal maneira dinamico, eficiente e rentável, que não fosse sequer necessário alcançar os tais 100%, visto que os resultados, per si, seriam satisfatórios. Ambições dessa natureza podem levar-nos a uma situação em que, por exemplo, teremos aprovações na ordem dos 100%, mas continuaremos a viver de produtos e culturas importados.
Continuarei abordando este assunto, mas agora o trabalho me chama.

Abraço aos companheiros de luta.

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